Isaura e Antonio Marques no
convescote do estádio: muito
dinheiro para museu particular.
É
grande, entre artistas plásticos potiguares, a revolta que a secretaria
estadual de Cultura, professora Isaura Amélia Rosado, vem provocando com sua decisão
de financiar a montagem, por um particular, de um museu de arte sacra orçado em
vinte milhões de reais.
Dizem
que o braço “cultural” do governo do Estado vem negado reiteradamente recursos
para a manutenção e mesmo restauração de alguns museus de arte sacra pré-existentes
no Rio Grande do Norte, alguns dos quais, pelo seu depoimento, estão caindo aos
pedaços.
A
seu ver, Isaura Amélia está se empenhando muito em inventar a roda
desconhecendo a existência ancestral desta, como fez esta semana ao patrocinar
um convescote para que pintores natalenses recebessem, cada um, oitocentos
reais, a fim de criar obras de arte relacionadas ao estádio “Arena das Dunas”,
ao futebol e à atração da Copa do Mundo de 2014 para Natal, enquanto não dá a
menor atenção para a necessidade e a oportunidade de reeditar o que de melhor
já se fez aqui em termos de união de arte e futebol.
Melhor
do que encomendar os quadros, para uma exposição a ser montada durante o
certame esportivo, seria a secretaria de Cultura patrocinar uma segunda edição
do álbum “Futebol”, do maior artista plástico nascido no Rio Grande do Norte, o
imortal Newton Navarro.
Teria
saído bem mais barato do que a dação ensejada pelo convescote no canteoro de
obras da construção do Arena das Dunas, que muito mais se prestará a show
musicais do que a jogos de futebol.
O
pior da história, para os artistas que não se seduziram pelo ganho fácil, foi
descobrir que o beneficiário da doação dos vinte milhões de reais é o mesmo
empresário que organizou o convescote da Copa, o marchand Antonio Marques.
Postado às 14h05m de quinta-feira 130509.
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