Ciro (D) vê o financiamento ao museu
de Marques como crime contra o erário.
Em
Brasília, onde reside há vários anos sem nunca se desconectar de Natal, o
advogado e escritor Ciro José Tavares disse que sentiu “cheiro de negociata” na
informação de que o governo Rosalba Ciarlini, que nada ou quase nada tem feito
pela cultura potiguar, pretende investir vinte milhões de reais na montagem de
um museu particular de arte sacra pelo marchand Antonio Marques, veiculada
nesta quinta-feira, 9, hoje, pelo Blog
de Roberto Guedes.
Falando
com a experiência de quem tem ajudado órgãos públicos de diferentes quadrantes
do país a lidar com a proteção às artes, notadamente a sacra, Ciro postou seu
protesto nas mídias sociais, definindo a transação como “um crime contra os
cofres do Estado”.
Ele
propõe que, se ainda não o tem, o governo monte o seu museu de arte sacra e
atraia para este as coleções que merecerem integrá-lo, e não patrocinar um
negócio privado.
Eis
na íntegra a postagem de Ciro Tavares:
“Isto
é uma loucura! Um crime contra os cofres do Estado. O certo seria o Estado ter
o seu museu de Arte Sacra e adquirir, depois de competente avaliação por
especialistas, o acervo pertencente ao Antônio Marques que conheço
parcialmente, mas não sei do seu valor. Financiar museu particular não está na
cartilha de museus do ministério da Cultura. Bem recentemente, no Recife,
estive envolvido com arquitetos pernambucanos num projeto que objetiva comprar
do colecionador Zé Santeiro, todo o seu acervo sacro. As tratativas estão
suspensas até hoje, porque nós decidimos avaliar previamente e saber o valor
verdadeiro das peças a serem adquiridas. Na defesa do patrimônio estadual o Ministério
Público deve estar atento para inviabilizar o assunto que tem cheiro de
negociata”.
Postado às 15h29m de quinta-feira 130509.
Nenhum comentário:
Postar um comentário