quinta-feira, 9 de maio de 2013

Advogado vê “cheiro de negociata” no museu



 
Ciro (D) vê o financiamento ao museu
de Marques como crime contra o erário. 
Em Brasília, onde reside há vários anos sem nunca se desconectar de Natal, o advogado e escritor Ciro José Tavares disse que sentiu “cheiro de negociata” na informação de que o governo Rosalba Ciarlini, que nada ou quase nada tem feito pela cultura potiguar, pretende investir vinte milhões de reais na montagem de um museu particular de arte sacra pelo marchand Antonio Marques, veiculada nesta quinta-feira, 9, hoje, pelo Blog de Roberto Guedes.
Falando com a experiência de quem tem ajudado órgãos públicos de diferentes quadrantes do país a lidar com a proteção às artes, notadamente a sacra, Ciro postou seu protesto nas mídias sociais, definindo a transação como “um crime contra os cofres do Estado”.
Ele propõe que, se ainda não o tem, o governo monte o seu museu de arte sacra e atraia para este as coleções que merecerem integrá-lo, e não patrocinar um negócio privado.  
Eis na íntegra a postagem de Ciro Tavares:
“Isto é uma loucura! Um crime contra os cofres do Estado. O certo seria o Estado ter o seu museu de Arte Sacra e adquirir, depois de competente avaliação por especialistas, o acervo pertencente ao Antônio Marques que conheço parcialmente, mas não sei do seu valor. Financiar museu particular não está na cartilha de museus do ministério da Cultura. Bem recentemente, no Recife, estive envolvido com arquitetos pernambucanos num projeto que objetiva comprar do colecionador Zé Santeiro, todo o seu acervo sacro. As tratativas estão suspensas até hoje, porque nós decidimos avaliar previamente e saber o valor verdadeiro das peças a serem adquiridas. Na defesa do patrimônio estadual o Ministério Público deve estar atento para inviabilizar o assunto que tem cheiro de negociata”.
Postado às 15h29m de quinta-feira 130509.

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